segunda-feira, junho 05, 2006

LA SOCIOLOGIA, ES UNA CIENCIA? - Pierre Bourdieu

Universidade do Minho

 


 

Licenciatura em Sociologia – 1º Ano

 

 


Pierre Bourdieu, “LA SOCIOLOGIA, ES UNA CIENCIA?”

 

Trabalho Prático de Metodologia em Ciências Sociais

2º Semestre – Ano Lectivo 2005/06

 

 

 

 

Maria Angelina Rodrigues – nº 47774

 


Braga, 25 de Abril de 2006

 


 

Identificação do Texto:

Pierre Bourdieu, “La Sociologia, es una Ciência?”, in La Recherche, nº 331, Maio de 2000.

 

Género ou tipo de livro/texto:

Entrevista a Pierre Bourdieu, publicada pela Revista La Recherche, nrº 331, Maio de 2000. Traduzida por Dr. Manuel António Baeza em Dezembro de 2000.

Tema (resumo da ideia-mestra do texto):

            Nesta entrevista deparamo-nos com a dúvida de que a Sociologia, ao contrário das ciências consideradas puras, poderá não ser considerada ciência. O entrevistador questiona Pierre Bourdieu quanto à cientificidade da Sociologia.

            Para Bourdieu, a Sociologia tem o triste privilégio de ser a única disciplina para a qual essa dúvida nunca pára de ser posta, quando, na realidade, a Sociologia tal como as outras ciências, utiliza métodos, conceitos e formas de verificação. Tem portanto um carácter científico, é uma ciência.   

Público-alvo:

            O texto é bastante pertinente, dado que aborda a questão que sempre se coloca: “Será a Sociologia uma Ciência?”, “O que é a Sociologia?”.

             Para Bourdieu a Sociologia, a última a chegar entre as ciências, é uma ciência critica, de si própria e das outras ciências; critica também dos poderes, inclusivamente dos poderes da ciência.

            Bourdieu considera a sociologia como "um desporto de combate", e para ele: “O Sociólogo que procura transmitir um habitus cientifico parece-se mais com um treinador desportivo de alto nível do que com um professor (universitário) da Sorbornne.” (Bourdieu, 1989).

            Esta entrevista suscitará o interesse de Sociólogos, Professores e Estudantes e poderá levar à aceitação por parte de uns e à discórdia por parte de outros.

 

Tese central:

            A ideia central de Pierre Bourdieu, nesta entrevista, é defender o carácter científico da Sociologia.

            Para Pierre Bourdieu a Sociologia é uma ciência cumulativa que possui um instrumental teórico ao mesmo tempo complexo, unificado e ajustado ao real. Esta Ciência desenvolveu-se com um certo atraso em relação às outras ciências porque o seu objecto é composto por planos de luta muito dispersos o que dá a aparência de uma disciplina dividida.

            O autor defende que a maior dificuldade da Sociologia reside no facto de existir receio na descoberta da verdade.

 

 

 ANÁLISE EFECTUADA PELO ALUNO

Impressões a quente

 

            Depois da leitura desta entrevista, diria que a Sociologia é, de facto, uma Ciência pois utiliza métodos, conceitos e formas de verificação. Tem como objecto de estudo campos de luta intensos e agudos, as próprias acções dos homens uns sobre os outros. Além disso, na Sociologia, as hipóteses, explicações ou teorias, verdadeiras ou falsas, compõem o próprio objecto estudado à medida que são divulgadas.

             As ciências naturais caminham no sentido de explicar a objectividade em si mesma, como algo independente das vontades e interesses humanos. Na Sociologia, em virtude de tratar com um objecto paradoxal, o sujeito, que investiga, é ele próprio uma parte inseparável do objecto investigado.

            No meu ponto de vista, a verdade concreta poderá existir até certo ponto, pois a realidade social é algo que objectivamente construímos e reproduzimos diariamente. A função científica da Sociologia é compreender o mundo social.

           

 

 

Construção e conteúdo

 

            Pierre Bourdieu com a sua teoria da prática introduziu dinamismo na Sociologia contemporânea. De acordo com o sue ponto de vista, a Sociologia é uma ciência que incomoda, que critica, que coloca problemas e põe a descoberto coisas recalcadas que se pretendem ocultar. Contudo, a posição do Sociólogo é particularmente ingrata porque ele coloca questões que lhe são incessantemente colocadas.

            A sociologia da ciência é particularmente incómoda porque questiona as outras ciências e é inquietante porque revela coisas escondidas, com as quais muitas vezes não nos queremos confrontar. Por isso, existem determinados grupos de pessoas que não gostam das “verdades” que a Sociologia apresenta porque lhes são especialmente incómodas. O autor defende que “são verdades que os tecnocratas, os epistemocratas - quer dizer bom número dos que lêem a sociologia e dos que a financiam – não gostam de ouvir” (Bourdieu, 2000).Criador ou disseminador de conceitos como “campo” ou “habitus”, Bourdieu vê os homens em luta permanente pelo prestígio e pela ascensão social. Na sua perspectiva, o mundo científico é refém de uma luta de interesses: “ […] mostrar que o mundo cientifico é lugar de uma concorrência que, orientada pela busca de ganhos específicos […], e conduzida em nomes de interesses específicos” (Bourdieu, 2000).

            Os meios de comunicação - um dos principais alvos de crítica de Bourdieu - estariam, segundo ele, cada vez mais submetidos a uma lógica comercial inimiga da palavra, da verdade e dos significados reais da vida. Bourdieu era, na verdade, um crítico feroz dos Media contemporâneos. Por isso quando o entrevistador, numa das questões colocadas, faz uma comparação entre Sociologia e jornalismo, Bourdieu menciona que há uma diferença objectiva entre os dois porque na Sociologia: “Há sistemas coerentes de hipóteses, conceitos, métodos de verificação, tudo o que comummente se associa à ideia de ciência.”, (Bourdieu, 2000),eo jornalismo apenas se limita e descrever aquilo que observa.

            A Sociologia desenvolveu-se mais tarde que as outras ciências porque os seus objectos são “jogos de lutas; coisas que se escondem, que se censuram, pelas quais há quem esteja disposto a morrer” (Bourdieu, 2000). Desta forma, investigador tem um papel particularmente difícil porque ele também faz parte do objecto investigado. Muitas vezes é confrontado com realidades cruéis, difíceis de suportar. Os adolescentes preferem a politica ou a arte porque lhes servem de refúgio para esquecer o Mundo e encontrarem universos livres de problemas.

             Para muitos, existe um olhar crítico sobre a formação do sociólogo como censor e detentor de um discurso de verdade sobre o mundo social. Para ele, uma das causas do erro em sociologia está na relação incontrolada com o objecto.            

            Para Bourdieu “não há sem dúvida domínio em que o “poder dos especialistas” e o monopólio da “competência” seja mais perigoso e mais intolerável. Nenhuma ciência põe em jogo conflitos sociais tão evidentemente como o faz a Sociologia” (Bourdieu, 2003).Na sua opinião, cabe ao sociólogo destruir os mitos dos seus contemporâneos, e também ser capaz de ter uma relação controlada com o objecto. A melhor forma de o fazer é seguir um procedimento científico e utilizar os conceitos, os métodos e técnicas designadas por Marx, Durkheim e Weber e que lhe permitam chegar à verdade. Apesar das abordagens destes antecessores serem diferentes, Bourdieu defende uma sociologia cumulativa. Ou seja, para fazer avançar a ciência muitas vezes é necessário fazer comunicar teorias opostas.

            A Sociologia, tal como as outras ciências, também é questionada quanto à sua neutralidade e objectividade. Bourdieu não acredita na neutralidade da ciência dando ideia de que existem sempre interesses por trás de qualquer verdade científica. De acordo com este autor,: “ […] não haveria muitas verdades científicas se tivéssemos de condenar esta ou aquela descoberta a pretexto das intenções ou os procedimentos dos seus autores não terem sido lá muito puros” (Bourdieu, 2000), e em relação á sociologia ele afirma: “Se o sociólogo consegue produzir um pouco que seja de verdade, […], tem interesse nisso – o que é muito exactamente o inverso do discurso um tanto estupidificante sobre a neutralidade.” (Bourdieu, 2000).

 

Apreciação

            Para melhor compreender o texto, nomeadamente as ideias defendidas por Bourdieu, achei por bem, analisar algumas obras do autor. No meu ponto de vista Bourdieu faz uma análise á atitude científica de forma crítica. Propôs uma Sociologia da Sociologia, constituída de um olhar crítico sobre a formação do sociólogo como censor e detentor de um discurso de verdade sobre o mundo social.

            Uma das mais importantes questões na obra de Bourdieu centraliza-se na análise de como os agentes incorporam a estrutura social ao mesmo tempo que a produzem, legitimam e reproduzem.

             Pierre Bourdieu centrou-se desde cedo nas questões da Sociologia da educação e da cultura. Na sua obra A Profissão de Sociólogo admite uma ruptura epistemológica entre o conhecimento científico dos sociólogos e a sociologia espontânea dos actores sociais.           Bourdieu acha que: “Quando uma actividade é constituída em disciplina universitária, a questão da sua função e da função daqueles que a praticam deixam de se pôr: basta pensar nos arqueólogos, filósofos, historiadores, aos quais nunca se pergunta para que servem, para que serve aquilo que fazem, para quem trabalham, quem tem necessidade daquilo que fazem. Ninguém os põe em questão e eles sentem-se, por isso, inteiramente justificados ao fazer o que fazem. A Sociologia não tem essa sorte”. (Bourdieu pág. 52).

            Os seus críticos acusam-no de determinista e de explorar temas pertinentes com ajuda dos artifícios da retórica sociológica.Do outro lado, os seus seguidores vêem nele a voz da resistência científica num momento de relativismo geral.

            Considero Bourdieu um sociólogo ousado, dado que a sua área de formação era a filosofia. Considera que foi imputado à Sociologia Maio de 1968 em França. Enfrentava e era um crítico acérrimo do poder político. Face ao silêncio dos políticos diante dos problemas sociais, Bourdieu apelou para a mobilização dos intelectuais. O que defendo”, costumava dizer, “é a possibilidade e a necessidade do intelectual crítico”. Para Bourdieu, não pode haver democracia efectiva sem um verdadeiro contra-poder crítico.

            Concluí que a Sociologia ajuda os indivíduos a terem consciência dos papéis que ocupam na sociedade. Assim, serão capazes de perceber como funcionam nas relações com os outros e de que forma as suas acções têm influência na vida dos outros.           Gostaria de mencionar, ainda a propósito deste tema, que: Em resposta à questão de um colega sobre “O que é a Sociologia?” o Professor José Pinheiro Neves, no seu Blog responde: “A sociologia é uma ciência social que estuda os fenómenos sociais utilizando, para isso, diversas metodologias científicas”, (Neves, 2006). Resposta com a qual eu concordo totalmente.

            Na minha opinião a Sociologia é fascinante e ao mesmo tempo constrangedora, dado que o tema de estudo é o nosso próprio comportamento enquanto seres sociais.

            Este tema poderia levar-nos a campos mais vastos do conhecimento da humanidade/sociedade.

 

Bibliografia: 


 


  • Pierre Bourdieu, O Poder Simbólico. Lisboa, Difel, 1989, p. 23.


 


  • Pierre Bourdieu, Questões de Sociologia. Lisboa, Fim de Século – Edições, 2003, pp. 9, 23 a 29, 52.


 


  • Pierre Bourdieu, Jean-Claude Chamboredon e Jean-Claude Passeron, A Profissão de Sociólogo, Petrópolis, Publicações Editora Vozes, 2002, p. 142.


 


  • Vários, Dicionário de Sociologia, Porto, Porto Editora, 2002, pp. 39, 359 a 364.


 

quinta-feira, março 23, 2006

Como escrever uma recensão? O problema do estilo de escrita

Como escrever uma recensão?

O problema do estilo de escrita: algumas sugestões.

"O estilo

[...] Não receie as correcções, não se deixe desmoralizar pelas inúmeras emendas que possam ocorrer numa primeira fase de escrita. Não esqueça que só a versão final será avaliada, pelo que todas as sugestões de aperfeiçoamento do estilo e da linguagem devem ser bem-vindas ao longo do processo de escrita.
Uma tese [...] não é um texto literário, pelo que deve resistir a tentar persuadir o leitor com artifícios retóricos próprios de um texto de ficção ou de um texto poético. Na prática, há muitos preceitos a seguir, que tentaremos resumir:

Não usar expressões de convencimento do tipo:

“É claro que...”
“Sem dúvida que...”
”É evidente que...”
“Não restam dúvidas...”
“Obviamente...”
“Indiscutivelmente...”

Estas expressões indicam que o autor está absolutamente convencido da verdade do seu discurso, o que pode sugerir que quem lê este discurso é ignorante dessa verdade. Por outro lado, indicam que o autor não está disposto a discutir as suas ideias, que adopta uma postura pouco humilde, o que é contraproducente de quem se espera abertura para o diálogo científico.
Não abusar da terminologia científica da área a que a tese pertence. Um excesso de terminologia técnica, em particular aquela que é criada ou transportada para a investigação específica que se desenvolve, pode alimentar um discurso hermético e autotélico. De certeza que terá de recorrer a um vocabulário específico, mas faça-o com moderação e oportunidade.

Preferir frases curtas e evitar as paráfrases (por exemplo, em vez de escrever “neste momento em que estamos”, é preferível “agora”).

Não escrever longos parágrafos, mas também não se deve optar por um excessivo número de parágrafos, como se de uma lista de factos e observações se tratasse.

Evitar a voz passiva, que não é apreciada no discurso científico e não raro produz incorrecções no uso dos particípios irregulares. Em vez de “A participação do Estado foi avaliada”, escrever “Avaliei a participação do Estado”. Se quisermos evitar a subjectividade do discurso, podemos optar por um registo impessoal do tipo: “Avaliou-se a participação do Estado”.

Evitar a todo o custo o recurso à adjectivação. O adjectivo é um dos grandes inimigos do discurso científico. Expressões do tipo “este extraordinário livro”, “o excelente autor” ou “esta luminosa ideia” não são aceitáveis num trabalho académico. O mesmo é válido para o abuso de advérbios de modo e de orações relativas.

É muito útil ter sempre à mão um prontuário ortográfico e um dicionário de sinónimos (a maior parte dos processadores de texto actuais incluem estas ferramentas).

Para os casos de certas formalidades de estilo e de composição, consultar diversos manuais. Consulte o seu orientador sobre as obras que melhor se adaptam às exigências particulares do seu programa de doutoramento e da instituição a que pertence. Para a língua inglesa, os mais completos e os mais recomendado manuais de estilo são, nos EUA, MLA Handbook for Writers of Research Papers (4ª ed., MLA, Nova Iorque, 1995) e no Reino Unido, MHRA Style Book (4ª ed., MHRA, Londres, 1991); para a língua portuguesa, consulte por exemplo, Normas para Apresentação de Trabalhos Científicos (3ª. ed., Presença, Lisboa, 2000), de Carlos Ceia".

Autor: Carlos Ceia

Site: http://www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/guia-teses3.htm#AS%20PARTES

Normas de apresentação do trabalho prático (são mesmo para seguir visto que este aspecto será tido em conta na avaliação)

1. Apresentação

O texto, cuja redacção deve ser definitiva, terá de ser apresentado a 2 espaços (regra que abrange também as notas), em folhas de A4, contendo cada uma 30 linhas

2. Chamadas de notas ou notas de rodapé

Nas chamadas de notas utilizar apenas números, e não números entre parêntesis. Os números das notas devem ser seguidos do princípio ao fim do artigo.

3. Transcrições ou citações

a) Quando fizer uma transcrição ou citação, há que ter o cuidado de abrir e encerrar a mesma com comas. Se se omitir texto, deve a mesma omissão ser representada por três reticências entre parênteses rectos: [...] Se se acrescentar texto, deve o mesmo ir igualmente entre parênteses rectos. Se a transcrição se inicia no começo de um período, portanto com maiúscula, não pôr reticências com parênteses mesmo que haja texto antes. Se a transcrição acabar em ponto final, não pôr reticências entre parênteses mesmo que haja mais texto a seguir.

b) Ter o máximo cuidado com a transcrição de nomes estrangeiros e de números.

4. Bibliografias e citações bibliográficas

a) Nas bibliografias, as indicações deverão ser sempre tão completas quanto possível. No caso de livros devem ser sempre indicados o autor, o título integral, local de edição, editora e ano de publicação. No caso de revistas devem ser indicadas o autor e o artigo (se for caso disso), o título da revista, local de publicação, número, volume e data.

b) Nas bibliografias, os nomes dos autores devem respeitar a ordem alfabética dos apelidos, que figurarão, portanto, em primeiro lugar.

c) Nas citações bibliográficas em notas, os nomes dos autores devem figurar pela ordem normal: João Ferreira de Almeida, e não Almeida, João Ferreira de.

d) Os nomes das publicações (jornais, revistas, livros, relatórios, documentos, etc.) vão sempre em itálico:O Envelhecimento da População Portuguesa

e) Os títulos incluídos em qualquer publicação (jornal, revista, livro, etc.) vão sempre entre comas e em minúsculas (excepto a primeira letra da primeira palavra): "O sector empresarial do Estado", in Análise Social

f) Nas citações bibliográficas utilizar sempre as seguintes abreviaturas: cap. (capítulo) ed. (edição) fasc. (fascículo) liv. (livro) p. (página) pp. (páginas) s.l.n.d. (sem lugar nem data)segs. (seguintes) t. (tomo) tít. (título) trad. (tradução, traduzido) vol. (volume)

g) Nos capítulos, tomos, volumes e títulos empregar numeração romana.

h) Vários exemplos de citações:

Livros:

A. Sedas Nunes, Questões Preliminares sobre as Ciências Sociais, Lisboa, Gabinete de Investigações Sociais, 1977, pp. 23 e segs.

Manuel Villaverde Cabral, O Operariado nas Vésperas da República, Lisboa, Gabinete de Investigações Sociais, 1977, p. 93.

Artigos de revistas ou de livros:

José Barreto, "Modalidades, condições e perspectivas de um pacto social", in Análise Social, Lisboa, nº 53, 1978, pp. 86 e segs.

John B. Mays, "The subculture and the school", in Maurice Craft (org.), Family, Class and Education, Londres, Longman, 1972, p. 170.

5. Fontes históricas documentais

As citações devem incluir, tanto quanto possível, autor e título do documento (o título entre comas), data, instituição onde se encontra arquivado (itálico) e as referências que o permitem localizar nesse arquivo:"Carta do governador de...", 1 de Julho de 1601; Arquivo Histórico Ultramarino, S. Tomé, papéis avulsos, doc. nº 30. 6.

6. Recursos electrónicos:

Trabalhos individuais: Autor, Título, Ano de colocação na Web, Protocolo disponível em: http://site, [Data de acesso: data de acesso por extenso].

Exemplo:

José Silva, A metodologia em ciências sociais, 1999, Protocolo disponível em: http://tese.com, [Data de acesso: 2 de Maio de 2003].

Artigos de revistas:
Autor, «Título», in Título da revista, Volume, Data, páginas, Protocolo disponível em: http://site, [Data de acesso: data de acesso por extenso].

Exemplo: José Silva, “O inquérito por questionário”, in Revista Electrónica de Sociologia, Vol. 1, nº 2, Maio de 2001, pp. 5-10, Protocolo disponível em: http://www.revistasoc.com/vol1/silva.html [Data de acesso. 5 de Maio de 2003].

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Modelo para uma recensão...

Como alguns alunos levantaram dúvidas em relação ao trabalho prático, vou dar algumas dicas para a sua elaboração.


O trabalho consiste numa recensão crítica que será colocada num blog como informação. O meu critério será simples: as boas recensões serão naturalmente as que serão ser publicadas neste blog.

NÃO SE ESQUEÇAM QUE O TRABALHO PRÁTICO DEVE SEGUIR RIGOROSAMENTE ESTE MODELO.
1.IDENTIFICAÇÃO DO TEXTO. Exemplo de identificação:Émile Durkheim, O Suicídio: Estudo de Sociologia, 2ª Ed., Lisboa, Ed. Presença, 1977, 470 p.
2. MATÉRIA/CONTEÚDO DO TEXTO
2.1. Género ou tipo de livro/texto
2.2.Tema (resumo da ideia-mestra do texto)
2.3. Público (ao qual se dirige o texto, quem poderá ficar interessado por este texto: estudantes? Professores? Sociólogos? Operários?)
2.4. Tese central (o que o autor do texto quer demonstrar: desenvolva apenas o resumo da ideia central sem entrar na argumentação; trata-se de explicitar o assunto ou problema que quer resolver)
3. ANÁLISE EFECTUADA PELO ALUNO
3.1. Impressões a quente (impressões pessoais do aluno (s) logo após a leitura do livro ou texto)
3.2. Contrução e conteúdo (Um resumo do texto. Os pontos fortes na estrutura do livro, ou seja, quais os momentos centrais que definem o texto - escolha as citações mais importantes colocando-as entre aspas e indicando de uma forma abreviada o autor, ano de publicação e a página onde se situa a citação do texto original. Ex: (Durkheim, 1977: 26).
3.3. Apreciação (ponto de vista pessoal do aluno mas explicando sempre o porquê. Por exemplo: quais foram os aspectos em que se sentiu convencido e aqueles em que ficou com dúvidas?)3.4. Seguimento a dar (acções a empreender ou leituras complementares a efectuar pelo aluno para entender melhor a tese do autor): _______________________________________________________
[adaptado de Pierre Lemaitre e François Maquére, Saber Aprender, Lisboa, Publicações Europa-América, 1989, p. 85]

"Como fazer uma recensão crítica?

Uma recensão é um trabalho de apresentação de uma obra literária, concentrando-se no seu conteúdo e no contexto em que a obra surge a público.

0 texto de recensão obedece a algumas regras formais específicas, que a seguir se procuram simplificar:
1. Não deve exceder as 1500 palavras, em casos de pequeno espaço de divulgação editorial; deve ter cerca de 5000 palavras, no caso de destaque editorial.
2. Não pode conter notas de pé de página.
3. Identifica, na entrada, 1) o título do livro, 2) o autor, 3) a editora, 4) a cidade de edição, 5) o ano de edição. Caso se trate de uma tradução é necessário também incluir o nome do tradutor.

Do ponto de vista da descrição do conteúdo da obra recenseada, inclui-se:
1. Uma explicitação objectiva do assunto.
2. A posição crítica do autor.
3. 0 contributo da obra para o conhecimento (dentro da área científica ou literária em que se enquadra).

De preferência, deve a recensão incluir o ponto de vista do recenseador- leitor da obra, apresentando sucintamente os pontos de discórdia ou concórdia em relação às teses defendidas pelo autor da obra".



Autor: Carlos Ceia

Site: http://www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/guias_recensao.htm